Gostaria de registrar aqui os conceitos a respeito dessas três áreas, que muitas vezes são confundidas e colocadas como sinônimos, o que na verdade é um grande equivoco.

Trago os conceitos de Lou de Olivier em sua obra “Psicopedagogia e Arteterapia” que nos diz que:

Arteterapia: É a ciência, fundamentada em medicina, artes e psicologia, requer muito estudo e prática, além de sensibilidade do terapeuta. Analisa com profundidade as produções e os meios dessas produções dos paciêntes, excluindo-se a arte propriamente dita. Em muitos casos, exige a presença de outros profissionais em uma equipe e requer espaço apropriado. Pode tratar distúrbios variados desde que bem aplicada e diferenciada da simples arte como terapia.

Arte como Terapia: É a modalidade de terapia que não se importa com o processo percorrido nas produções do paciente, mas sim com a própria produção. É a mais comum e mais fácil de ser aplicada, pois não exige nenhuma intervenção, não há necessidade de equipe e pode ser usada por qualquer terapeuta que tenha noções de arte em geral.

Arte-educação: É o ensino das técnicas básicas e das produções em se tratando de artes, sem nenhum envolvimento com terapia ou qualquer tratamento terapêutico.

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          Baseada no registro de performances da Rede teórica proposta como forma de análise e registro de performance – apresentações criado por Schechner, vou traçar alguns aspectos para documentar meu trabalho de construção realizado na disciplina de Performance no curso de Licenciatura Plena em Teatro da Universidade Federal do Pará como resultado de disciplina.

          Na tentativa de falar do meu trabalho, seguindo a rede teórica de Schechner, elegi três aspectos dos quais ele organiza para este tipo de registro.

          Para iniciar vou documentar meu processo de elaboração da performance, na qual após conhecer vários artistas performes pude eleger Murakani Sakurin para dialogar com seus trabalhos que apresentam como característica marcante o uso da pintura realizada de forma mão-livre e ele utiliza as cores primárias em suas criações.

           Sakurin iniciou suas performances expressando-se em matérias como tecidos e telas, porém com o passar do tempo essa pintura foi ganhando seu próprio corpo e assim ele não simplesmente fazia sua performance, ele era a sua performance. Ele utilizava seu corpo como tela e também como pincel para demonstrar em si o que ele queria falar. Baseada nestas informações, é que pude materializar meu próprio trabalho, minha experiência na linha de performance, porém para alcançar o resultado final caminhei por caminhos de outros performes.

           Depois de conhecer as performances de Lygia tive a idéia de construir, a partir da árvore genealógica dos Grigolettos, um quadro com os personagens que fazem parte da história da minha família e através disso, convidaria as pessoas que passassem por meu trabalho para também construírem o quadro de sua família por meio dos personagens existentes na minha família.

          A pesquisa antes de qualquer execução de trabalhos sempre é de fundamental importância, para que sempre haja uma fonte, um teórico que dê legitimidade em sua criação.

          Naveguei pela possibilidade de construir uma tenda onde teria um amontoado de tecidos mostrando um pouco da história de minha família, eu ficaria dentro da tenda e em frente à tenda um convite para que as pessoas entrassem também na tenda, porém ainda restavam-me muitas dúvidas sobre está idéia. E por fim ao deparar-me com o performer Sakurin, tive a certeza que em minha performance não deveria falar de nada além de mim mesma, logo desisti dos projetos anteriores e concentrei-me nas marcas que carrego comigo e como elas podem ser parte de mim em tudo que me cerca. Foi então que decidi que meu nome era um grande símbolo e foi apenas com ele que trabalhei.

          Eu me chamo Patricia e é natural de toda Patricia ser chamada de Pati, porém eu tenho um sobrenome que gera diversos apelidos que em minha infância incomodavam muito, mas com o tempo passaram a ser parte de mim como um diferencial e hoje considero como parte fundamental de minha identidade.

           Para a criação da performance, elaborei algumas regras que era estar com um vestido banco e ter um lençol igualmente branco e deveria primeiro falar meu nome e escrevê-lo no colo com uma das três cores de tintas que se encontrariam ao meu redor, e a partir desse momento escreveria pelo vestido e pelo corpo para, só assim, enrolar-me no lençol e como uma espécie de carimbo passar as marcas para o lençol, porém na hora não foi bem assim que ocorreu, pelo fato de não ter um lençol, utilizei outro tecido e percebi durante a realização da performance que o efeito que eu queria não ia funcionar, e que não seria possível perceber as grafias diferentes, então decidi escrever não só em mim mas também no tecido e assim obtive o resultado que havia planejado.

           Dentre as qualidades eleitas por Schechner para análise e registros de performances, destaco o apelo ao público que vejo não ser o foco em meu trabalho, pois o público que ali estava não realizava um papel crucial dentro de minha ação, por isso afirmo que meu trabalho não perderia significado caso não houvesse público para vê-lo no ato de sua execução.

           Vou destacar também o fato de minha elaboração possuir começo meio e fim.

           Ao idealizá-la pensei, passo a passo, a sua execução, e para isso pontuei que ela iniciaria quando eu entrasse na sala e me posiciona-se sentada sobre os meus pés e teria seu ápice no momento em que os meus apelidos estariam sendo revelados, e seu fim é marcado quando levanto a mostro o tecido com as marcas.

           E como último aspecto para a análise, vou ressaltar o texto verbal fixo que existia em minha criação. Demonstrei de maneira clara qual era a proposta de minha experiência. Eu ia falar de mim, logo iniciei com o seguinte texto: Toda Patricia cresce sendo chamada de Pati, mas eu não sou uma Patricia qualquer, por que eu também me chamo Grigoletto.

            Para concluir, gostaria de registrar que senti dificuldades para essa tarefa de construir uma performance, mas a partir das dificuldades que vivi durante o processo pude perceber que performance é exposição, sim. É levar o outro a pensar em algo que você quer falar e que tem que ser minucioso e objeto para alcançar esse resultado.

          Acredito que só consegui alcançar um resultado satisfatório, quando abri mão de querer fazer algo grandioso e focar na minha pessoa, e mesmo sendo difícil expor um lado íntimo meu, pude perceber que o único caminho seria este para montar meu trabalho.

As primeiras encenações eram denominadas dramas litúrgicos, que eram escritos em latim e representados apenas por membros do clero. Os fiéis participam como figurantes e, com o passar do tempo misturaram a língua falada ao latim e assim passaram a participara como atores nas peças.

Surgiram nesta época alguns grupos de leigos que se apresentavam nas ruas, porém as temática das apresentações ainda eram apenas religiosas, mas por sua vez ganhavam cenas as situações do cotidiano das pessoas da comunidade.

A principio o espaço cênico era o interior das igrejas que por sua vez não podendo mais conter as necessidades de espaço das apresentações esta ganha a praça que se localizava em frente a igreja, passando assim a encorporar palcos largos, porém o cenário era muito simples, onde uma porta simbolizava a cidade e uma pequena elevação na qual era uma montanha que localizava-se à direita representando o paraíso e uma boca de dragão que indicava que ali era o inferno.

No sábado 19/06/2010 foi aberto ao publico o EU-MUNDO de cada um.

Foi um trabalho muito interessante e muito rico para mim, pois construir uma apresentação utilizando fragmentos das experiências vividas durante o primeiro semestre foi algo diferente e desafiador.

A construção individual colocada em coletivo, para mim foi um exemplo real de uma narrativa enviesada, que por mais diferente os trabalhos ao ser colocados dividindo o mesmo espaço tornava-se único e as vibrações que emergiam de todos nós fazia com que houvesse uma contaminação um do exercício do outro.

A iluminação deu um toque muito particular em nossos trabalhos.

Estava tudo perfeito e a turma toda curtiu muito tanto o seu trabalho quanto os dos outros.

A Wlad sabiamente nos permitiu observar o trabalho de nossos colegas nos propondo uma pequena parada e claro que após observarmos nossos colegas voltávamos para a execução do nosso exercício.

Ao completarmos uma hora de exposição concluímos com alegria a jornada que nos foi proposta.

O pós-dramático não prioriza o texto, por isso as imagens e expressões são muito valorizadas. Neste tipo de teatro não se obriga uma dramaturgia bem elaborada.

O pós-dramático vai à busca de outros locais fora do teatro (casa) e deixa de lado o tradicionalismo que diz que o ator é um intérprete (aquele que vive outros seres através dos personagens).

O teatro pós-dramático trás para o palco a presentificação e nos desperta a questão de compreender o que realmente é nosso de raiz para colocá-lo em destaque de nossos trabalhos cênicos.

“Parece que nem sou eu nesse momento.

Quando olho para ela eu fico diferente “

Eu nunca deixo de ser eu, mas eu me olho com estranhamento quando me vejo fazendo algo que eu me considerava incapaz de realizar.

Somo canais de transmissão e por isso devemos entender tudo o que queremos repassar, para que assim eu tenha consciência e controle das informações.

O transe consciente é o que o canal seja qual for está controlando tudo que há em sua volta.

O texto trata-se de uma crítica a triangularidade (Diretor-Ator-Espectador), pois o ator não é apenas interprete ele também é criador.

O corpo do ator com suas memórias é que dão vida ao espetáculo, logo sendo matéria prima de criação e tornando-se objeto de cena.

Não se pode esquecer que nem sempre um grande ator é um grande interprete.

Neste dia apresentamos nossos roteiros objetos que usaríamos no nosso EU-MUNDO. A apresentação mais parecia uma feira da cultura tradicional das escolas de ensino básico, mas deve-se ressaltar a criatividade da turma, pois os trabalhos foram verdadeiras obras-primas.